At age of five, I left Belém, the capital of the Pará state, towards the south of the country. I remember very well how I imagined my new home: a multicolored wooden house, yellow lights at night, lots of people around, just like at my maternal grandmother's house where I spent part of my childhood. I didn't find the colors, the lights were almost always white and it was just me, my brother and my parents. I never went back to live in Belém city, but the colors, the lights and love for people never left me, my dream, and, consequently, my photography.
This essay contemplates my grandmother's house, green wall, number 913, stage of my childhood and my most distant memories.

Aos 5 anos de idade, saí da cidade de Belém rumo ao sul do país. Lembro bem de como imaginava meu novo lar: uma casa de madeira multicolorida, luzes amareladas à noite, muita gente pra lá e pra cá - bem como era a casa de minha avó materna, onde passei parte da infância. Não encontrei as cores, as luzes eram quase sempre brancas e éramos apenas eu, meu irmão e meus pais. Nunca mais voltei a morar em Belém, mas as cores, as luzes e o amor pela gente nunca saíram de mim, do meu sonhar, e, consequentemente, da minha fotografia.
Este ensaio contempla a casa de minha avó, de muro verde, número 913, palco da minha infância e de minhas mais longínquas memórias.